ACOPLAMENTOS RIGIDOS
Generalidades
Os acoplamentos rigidos entre bombas e motores de acionamento podem ser divididos em
dois grupos:
a) Acoplamentos rígidos que agrupam os de aperto e os de compressão e
b) Acoplamentos flexíveis, que incluem entre alguns especiais os de pino e os flexí-
veis do tipo metálico.
Acoplamento rígido é aquele que não permite nenhum movimento relativo, seja axial
ou radial entre o eixo motriz e o da bomba. Se conectados um Acoplamento rígido os eixos do
motor e a bomba, esta união pode ser considerada conforme a definição supra, sendo
seu uso normalmente restrito as bombas verticais.
Acoplamento rígido e o flexível é um dispositivo que conecta dois eixos, sendo capaz de
transmitir o torque do clemento motriz à bomba, permitindo um pequeno desalin-
namento, seja angular, paralelo ou ambos. Contrariamente ao estabelecido por alguns
usuários este desalinhamento poderá ser compensado temporariamente e não de forma
permanente.
Caberia ainda considerar outros tipos para aplicações específicas dotados ou não de
determinado grau de flexibilidade ou capazes de compensar desalinhamentos.
Entre estes encontramos os acoplamentos rigidos mecânicos constituídos por elementos flexí-
veis formados por eixos e mecanismos de engrenagem, correia ou corrente.
Geralmente a maioria dos acoplamentos rigidos das bombas funcionam com uma relação de
velocidade igual a unidade.
A seleção do tipo apropriado é imposta em grande parte pelas condições da instalacãio
e sobretudo pela adaptabilidade às caraterísticas de compensação de:
1.Falta de alinhamento da bomba com o eixo motor, tanto se, se tratar de desalinhamento angular, falta de paralelis mo ou ambos conjuntamente.
2. Flutuação axial.
3. Esforços de empuxo, ou solicitações induzidas no acoplamento rigido devido a grandes
cargas. Estas apresentam-se durante a partida, em forma de sobrecargas inter-
mitentes ou resultantes da variação do par de arranque do tipo de motor utilizado.
Neste último caso, o acoplamento fica submetido a esforços variáveis e contínuos,
do tipo cíclico.
Outros fatores que podem influir na seleção do acoplamento, são:
4. A conveniência ou não de manter a transmissão de potência, após eventual falha
de um elemento elástico (caso dos acoplamentos flexíveis).
5.Capacidade de amortecer as torções e as vezes reajustar o amortecimento.
Facilidade de desmontagem e montagem.
7. Se necessária ou não a lubrificação.
8. Que seja ou não adequado ao ambiente de funcionamento.
9. Possibilidade de proteção contra sobrecargas devido a engripamento o parada
repentina da bomba por motivos vários.
Sendo predominante o uso de motores elétricos como elemento motriz das bombas,
existe a possibilidade de empregar acoplamen tos permanentes entre os respetivos el-
xos, com o motor montado diretamente na extremidade destas (caso das bombas de
pequeno porte) ou sobre um suporte.
Nas bombas do tipo vertical, o motor pode ser montado diretamente sobre a bomba
(ou menos frequentemente na parte inferior desta) reduzindo-se, desta forma, sensivel-
mente os problemas de desalinhamento. Com a citada disposição resulta menos pro-
vável que os efeitos da dilatação térmica da bomba possam influenciar no alinha-
mento, o que significa que um acoplamento rígido poderá ser utilizado sem grandes
problemas.
Acoplamentos e transmissões
a) Acoplamentos rígidos
Acoplamentos de aperto A mostra um acoplamento rígido tipico, que consiste basicamente de uma
va bi-partida acoplada mediante parafusos com porca, unindo as extremidades de
dois eixos, formando uma conexão sólida, mediante chavetas, dimensionalmente apro-
priadas para suportar os esforços recebidos.Folga entre as duas partes para permitir o aperto
Revestimento metálico
Parafuso com porca para alinhamento (os parafusos guia podem ser substituidos)
Estes acoplamentos devem ser utilizados unicamente quando os eixos da bomba e do
motor encontram-se corretamente alinhados, sem a possibilidade de deslocamento lon-
gitudinal relativo, e quando a velocidade do motor seja a mesma da bomba.
Muitas bombas são projetadas de acordo com a velocidade síncrona do motor, ob-
tendo-se desta forma uma sensível melhora do fator de potência da instalação.
Podem ser obtidas velocidades superiores mediante a utilização um variador de fre-
guencia.
Acoplamento por compressão
Pode-se observar um acoplamento deste tipo, formado por dois elementos
e acoplamento axiais, bi-partidos cônicos.
Colocadas as extremidades dos eixos juntas e alinhadas, comprimem-se mediante
parafusos as duas partes do acoplamento, permitindo assim que a parte conica efetue a
unção de ambos os eixos.
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